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NewsRoom » Artigos » Maturidade da Web  

Navita Portais e BlackBerry - Artigos - Maturidade da Web - Web 2.0

 

A Maturidade da Web


Por Roberto Dariva*

 

Das páginas cinza à integração

Quando a web começou a ser utilizada comercialmente, os recursos eram mínimos e a visão de negócios resumia-se a "outdoor na web". Isso mesmo, o pensamento dos empresários era quase que unânime "poderei ter um outdoor na web e minha empresa estará numa vitrine mundial". Bons tempos aqueles, em que o modelo "fordiano" era uma realidade, quase todos os websites tinham a mesma estrutura e resumiam-se a uma apresentação da empresa, seus produtos/serviços e uma maneira de entrar em contato.
Hoje o grande apelo da web é integrar todas as iniciativas de anos anteriores, sejam elas parrudas como ERPs (complexos softwares de gestão) ou simples como aplicações web departamentais. Nas grandes empresas a confusão é tamanha que tem empresa até pensando em criar software para gerenciar usuários e senhas de acesso. Definitivamente essa não é a solução mais elegante. Precisamos de integração e single sign on (login único).

Dos sobrinhos à qualidade


Após a fase das páginas cinza, as empresas web se proliferaram e os famosos "sobrinhos" começaram a agir, criando websites com preços competitivos. As empresas discriminavam os "sobrinhos" porque seus preços eram imbatíveis, já que não tinham os custos das empresas e nem contribuíam com impostos, muitas vezes.

A verdade é que as organizações não tinham diferenciais para com os "sobrinhos". O resultado era o mesmo! Quase ninguém usava metodologia e a qualidade se resumia a qualidade da equipe alocada. Se os profissionais eram bons, o resultado provavelmente também o seria. As empresas não possuíam processos, controle de qualidade, metodologia ou produtos para oferecer agilidade, competitividade e reutilização. Não pensem que isso existiu apenas no passado, é uma realidade na grande maioria dos fornecedores web de hoje.


A supervalorização dos profissionais

A corrida pela web está em seu auge. Todas as empresas de software precisam dela, é uma questão de sobrevivência. Várias empresas que criaram seus produtos/softwares sobre a plataforma Cliente X Servidor, vendem a interface web como um diferencial. Isso não é diferencial, é exigência do mercado, dos seus clientes!

O problema da "corrida pela web" é que ela gerou uma procura de profissionais maior que a demanda. Em praticamente todas as áreas do desenvolvimento de software web (planejamento, análise, desenvolvimento, gerência de projetos, testes, etc) falta mão de obra qualificada. E isso gerou uma supervalorização dos profissionais. Profissionais que há um ano atrás eram estagiários já estão sendo contratados para cargos como se tivessem 5 anos de experiência, porque falta mão de obra qualificada. E principalmente por isso, a qualidade na web ainda é um diferencial e não um requisito básico.

Preço não é mais a única variável

É comum encontrar projetos desastrosos no mercado. Algumas empresas percebem que o trabalho de um ano deu em nada e procuram empresas com referência de qualidade para avaliar o resultado gerado pelo fornecedor (geralmente contratado pelo menor valor) e propor uma maneira de consertá-lo. Muitas vezes o que se detecta é que a melhor solução é jogar tudo no lixo. É difícil convencer o cliente de que ele fez o pior negócio possível e que economizará dinheiro se fizer da maneira correta agora. Infelizmente esse tipo de situação também é uma realidade!

A preocupação na contratação de fornecedores de software não se limita mais ao valor do projeto. Outras variáveis passaram a ser tão importantes quanto, como metodologias utilizadas, equipe, prazo de entrega, certificações e documentação, coisa rara de se encontrar em projetos web e que dificulta que um projeto seja assumido por outra empresa, porque a única maneira de se entender os códigos macarrônicos é fazendo engenharia reversa, mais caro, demorado e arriscado.

A importância da web no negócio

A maioria das empresas procura criar suas novas aplicações baseadas em web, é mais barato, rápido e efetivo. Mas os sistemas legados não podem ser substituídos com facilidade, então o caminho é integrá-los com Portais Corporativos ou simplesmente criar interfaces web. Com isso, a web passou a ter uma grande importância para o negócio e as empresas estão chamando seus fornecedores para lhes ajudar a definir a arquitetura padrão da companhia e para identificar a melhor maneira de resolver problemas sem criar outros novos.

Este é o nível de parceira que todo fornecedor de software sonha, porém, quase nenhum consegue alcançar. Para isso, é preciso ter transparência e trabalhar como sendo uma área de seu cliente. As empresas de software que não tiverem foco no negócio do cliente estão fadadas à morte.

A terceirização já está consolidada no Brasil e ainda se confunde com body shop (simples alocação de profissionais no cliente), mas esta confusão não deve durar muito. As empresas querem outsourcing, ou seja, querem que a empresa terceira assuma a gestão da tecnologia ou dos sistemas e não simplesmente joguem profissionais e deixem a gestão com o cliente. Cada empresa precisa ter seu foco definido e mirado em seu negócio.

A tecnologia é um dos principais meios de aumentar a competitividade e reduzir custos, porém, cada empresa tem sua especialidade e as empresas de software que conseguirem mergulhar e entender o negócio de seus clientes conseguirão ajudá-los a ganhar mercados e aumentar a competitividade, aumentando, assim, os seus próprios.

 

*Sobre o autor, Roberto Dariva é Diretor Executivo e responsável pela gestão, pelo relacionamento com os clientes e pelas áreas de negócios e desenvolvimento de parcerias da Navita.

Maturidade da Web

Confira as definições mais acessadas relacionadas com o artigo:

  web
  web 2.0
  websites
  ERPs
  software
  interfaces
  outsourcing
 

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